"Controle a ira antes de qualquer atitude, O ódio é o pior conselheiro!" (Crystiane Bagatelli)

"O amor próprio é o mais perigoso conselheiro" —. José Maria Gonçalves (sapateiro))

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 13 de janeiro de 2018

O CONSELHEIRO DE MIM MESMO! ("Tornei-me conselheiro dos humildes e desprezado fui por todos aqueles que se dizia ser sábios. Eis o destino e a sina de um conselheiro." — Miguel Westerberg)



Crônica

O CONSELHEIRO DE MIM MESMO! ("Tornei-me conselheiro dos humildes e desprezado fui por todos aqueles que se dizia ser sábios. Eis o destino e a sina de um conselheiro." —  Miguel Westerberg)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

             Hoje, algumas de minhas esperanças e expectativas dão sinal. Parece-me que a amizade e as relações sociais vão ganhar novo fôlego. Estou aproveitando o feriadão para logo abraçar com criatividade as demandas do trabalho, sempre disposto a contornar diferenças ideológicas, evidenciadas pela tensão na área comunicativa. Terei êxito. Salvo se, eu voltar a atenção para mim mesmo e para minha aparência. Tenho que cuidar mais de meu corpo, minhas roupas e sempre me apresentar bem quando for a alguma atividade social, desde passeios como amigos a jantares formais. Chegou meu momento de ser reconhecido por meu potencial. Será se vale a pena?

            Certamente haverá pessoas que se aproximarão e me pedirão orientações, mas será necessário mais do que conselhos. Vai ser preciso dar carinho e atenção a elas. Para essas, estou de braços abertos e preparado para ouvi-las e não só ouvir, também ajudá-las. Vou encostar meu senso crítico, me aliar e contribuir com esta minha fase proveitosa no âmbito profissional. Estou empenhado em meu projeto de contribuição social, conciliando motivação com planejamento e estudos essenciais para traçar metas consistentes e rentáveis. Este é um lado bom de ser professor.
            Que bom! A semana começando "animadinha" para mim; varias coisas já me aconteceram, nessa segunda, o suficiente para serem entendidas como toques ou avisos para eu repensar sobre meus projetos e planos para o futuro. Tenho de considerar a possibilidade de mudar alguns direcionamentos. Devo ter a atenção para não me deixar levar pelas vozes do cemitério, para não atrapalhar minha decisão em tomar iniciativas criativas que me auxiliem a lidar com a vida de forma pacífica e calma. "Tudo tranquilo e favorável", que nada! As influências dos maus me motivam para sentimentos antes entorpecidos no meu interior: raiva, desejo de vingança, e não posso me deixar levar por eles. Danem-se seus incentivadores desregrados.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 04/11/2016

Reeditado em 13/01/2018
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domingo, 7 de janeiro de 2018

DESBLOQUEANDO-ME ("Passei muito tempo desembaraçando meu cabelo. Agora vou desembaraçar minhas ideias... — Camila Custodio)



Crônica

DESBLOQUEANDO-ME ("Passei muito tempo desembaraçando meu cabelo. Agora vou desembaraçar minhas ideias... — Camila Custodio)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, é domingo triste, amarrado de corda, minha alma está procurando uma saída, cura e subsídio. Ou melhor, estou numa crise existencial, doença do espírito e preciso dos medicamentos corretos. Estes medicamentos podem ser um conselho, um amigo, uma mão estendida, enfim, podem ir além de coisas materiais e palpáveis. Mas, o Mario Quintana já falou por mim: "Não tenho vergonha de dizer que estou triste, Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas: Estou triste por que vocês são burros e feios E não morrem nunca..." Não queria ofendê-los, é que meu senso de individualidade está bastante elevado ou rebaixado, portanto, num extremo qualquer! Mas, não vou ainda me descuidar dos interesses coletivos e quero me mostrar colaborativo. Vem você me ajudar desatar alguns nós...?
              Até porque hoje, também, começa o mês das festas juninas, que evocam sonhos e festas! E eu já estou entrando no ritmo certo, além de minha calça xadrez, fui, logo cedo, à parada cívica em homenagem aos 27 anos da minha cidade, Senador Canedo. Ali eu buscava o convívio familiar com os populares e conhecidos. Então era professor para cá, outro já chamava para lá, outro ainda só meneava a cabeça como quem o faz a um professor honrado, com reverência. Senti que minha vida profissional estava sendo marcada por grande entusiasmo e devaneio.  Seria essas atitudes indicadoras da prosperidade que não percebia? Em verdade, eu estava chorando de barriga cheia! As alianças tenderam a ser vangloriadas, mesmo em desarmonia com o futuro indicando fracassos. A menos que eu abra minha mente e deixe que outras ideias e opiniões cheguem até mim, continuarei nessa fossa. Quanto mais pessoas se aproximarem, e quanto mais eu acumular conhecimento, mais condições terei de me destacar. Vamos começar pelo meu desbloqueio em seu Facebook!
            O dinheiro compra felicidade sim, liberando tempo. Pagando alguém para fazer o que você não gosta de fazer. Rico infeliz é burrice! Como eu não sou nem uma coisa, nem outra, estou desimpedido para o que der e vier! O Cacio Leite Santana aconselhou-me: "Mesmo sem saber como será o amanhã, é sempre bom estarmos preparado para o que der e vier. Ou até mesmo para nada."
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 04/11/2016
Reeditado em 07/01/2018
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sábado, 30 de dezembro de 2017

ESPERANDO BOAS NOTÍCIAS ("Noticias boas estão se tornando raridades" — (Vinicius Bispo Amorim)



Crônica

ESPERANDO BOAS NOTÍCIAS ("Noticias boas estão se tornando raridades" — (Vinicius Bispo Amorim)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Esta, pesar de promissora, é a última semana do mês de dezembro. Nada novo, só algumas retrospectivas de tudo de ruim que aconteceu durante o ano findo. Rir da miséria dos outros, de certa forma, nos dar alegria, porque não foi conosco. A cidade envolta em luzes coloridas, é Natal e Ano Novo, o povo canta! E eu ainda escutando os fogos da meia noite do dia 25, de olhos bem arregalados. Depressão avassaladora! Estou daquele modelo: esperando que os outros me compreendam e se aproximem. Sim, e vai ser assim, porque minha atitude já está decidida. O meu desafio para estas festividades é de me expressar como eu gosto: Quieto em meu canto. Agora se vier alguém, a gente viaja junto!
           Até agora, aguardei boas notícias. Nada! Eu queria avaliar, comprar e negociar. Mas, não teve como fugir do lugar comum! Resta-me ter paciência, mais um pouco, em meio a esta escuridão densa, que me faz zunir os ouvidos.  Sinto medo, talvez o medo do rio antes de entrar no mar! Então as palavras de Osho me confortam: "Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano." Mesmo que o dom da paciência e da espera se destaque é inútil esperar demais pelo caminho. Porém, no mar, "Se você não se atrasar demais, posso lhe esperar por toda a minha vida." (Oscar Wilde).
           O melhor para mim neste momento é deixar o barco correr nesta última semana do ano. Vai ser mais proveitoso e menos traumático deixar que tudo aconteça e não encontre resistência. Mudanças automáticas deixam marcas quando transformam-nos! Deus não se importa comigo de forma particularizada, senão eu estaria em melhor condição que você. Quem tem a semelhança de Seu Deus é assim para defendê-Lo. Na verdade, eu tenho a penas sua semelhança, não a de Deus! Por que você me dar presente no natal de Jesus? Ele não me tira do abismo último!

Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 04/11/2016

Reeditado em 30/12/2017
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sábado, 23 de dezembro de 2017

UM PROFESSOR AVALIA MELHOR QUE O OUTRO? ("O imprescindível consiste no método da avaliação!" — Hilletiy santos)



Crônica

UM PROFESSOR AVALIA MELHOR QUE O OUTRO? ("O imprescindível consiste no método da avaliação!" — Hilletiy santos)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Existe uma baliza negativa do ensino fundamental, enquanto um professor catedrático em sua disciplina depender dos outros para a avaliar seu aluno, ele é só um dente podre na boca do "gigante" ainda sonolento. Que os deuses acelerem o processo de reação corrosiva, para com a dor, assim o Gigante possa acordar. Como podem eles atribuir-lhe a nota que eu não gostaria?
           Qualquer bom professor sabe que um aluno pode ter um bom desempenho em uma disciplina e ter empatia ao professor; em outra, ser fraco e não gostar de seu professor. Mas, a profissão de professor dá o direito de um ser humano julgar os outros, sem lhe causar estranheza, e de tanto se preocupar com a vida alheia, esquece-se completamente da sua, adquirindo um traço de caráter doentio, pois vomita opiniões abundantemente, mesmo sem lhe é pedido. Quando se afirma que professor é formador de opinião, qual tipo de opinião está sendo formada, se o sistema educacional caiu no descrédito social? Ou o que leva colegas de trabalho brigarem para ser misericordiosos ou carrascos, usando aluno como chicote ou veludo, divergindo-se só pelo prazer de aparece ou meramente seguindo a conveniência? Um mesmo argumento sentimentalista ou não, na boca de um professor mercenário, serve tanto para justificar ora a aprovação, ora a reprovação! E isso é bem explorado atualmente!
             Já que não tenho quase nenhum direito na escola: de escolher os conteúdos a serem ensinados, a metodologia é supervisionada, até a merendeira pergunta sarcasticamente pelos os alunos que não consigo forçá-los a ficar na classe para o lanche ser servido, então que não me tire o direito de pelo menos atribuir uma nota vingativa, seguindo critérios que julgo justos a alunos infrutíferos.
             Todavia o medo dos pais "barraqueiros" e superiores monopolizadores faz-me abrir mão de mim mesmo, ou melhor, de meus princípios morais e recorrer a cumplicidade dos colegas, pois se decido sozinho, a culpa é minha, quando meu carro foi riscado e com pneus furados por alunos reprovados. Por isso, na verdade, nem quero que acabe o conselho de classe, é ali que dividimos as responsabilidades para posteriormente jogar a culpa no outro, ou diluí-la entre todos, caso se agravem as consequências dos erros da avaliação. Então vou e volto nessa ideia, perdi também até a minha capacidade de ser autônomo. Como se não bastasse pretender ensinar quem não quer aprender, conteúdos considerados inúteis, ainda tenho que aceitar a avaliação da concorrência como se fosse a minha. E Assim, é o conceito de ética profissional variável? Então, danem-se todas as éticas que não têm a admiração dos envolvidos, salvando minha reflexiva Síndrome de Estocolmo.
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 19/12/2017

Reeditado em 23/12/2017
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sábado, 16 de dezembro de 2017

HAJA UM INTERVENTOR EM CADA ESCOLA ("Milagre é tudo aquilo em que houve intervenção Divina e que a ciência não conseguiu explicar por meio do ceticismo científico." — Herbert Alexandre Galdino Pereira)



Crônica

HAJA UM INTERVENTOR EM CADA ESCOLA ("Milagre é tudo aquilo em que houve intervenção Divina e que a ciência não conseguiu explicar por meio do ceticismo científico." — Herbert Alexandre Galdino Pereira)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Ontem eu estava aqui num intervalo, entre uma pena e outra, pensando quando vou ter um bom momento profissional, ser reconhecido no trabalho pelas minhas realizações e minha dedicação!!! Tanto no Estadual quanto no Municipal,  realmente está puxado, estou dosando o esforço e controlando a ansiedade. Mas, talvez seja este só um momento de racionalidade, no qual clamo por serenidade e força interior! De repente, a felicidade natalina bateu em meu portão literalmente, Papai Noel se lembrou de mim. Aliás, nunca duvidei de sua existência. Assim minha gratidão tornou-se maior ao Deus dos benevolentes, visto que batem em minha porta, quando não são as Testemunhas de Jeová, são cobradores e agentes sanitários. Porém, dessa vez, foi o Diretor interventor do Colégio trazendo-me um Panetone com as boas vindas festivas do Natal, e olha que ainda estou em licença... Qualquer um se esqueceria do funcionário inativo temporariamente. Num caso como esse, muitos outros gestores gostariam que sobrasse panetone, então se justificavam facilmente com o "se não forem buscar..." E viva o natal da intervenção, mais antes tivesse acontecido. Agora percebo que está surgindo uma fase propícia a fazer escolhas importantes, pois meu senso de oportunidade se eleva e, quando é assim, conduz-me rumo a caminhos promissores. Ainda que piorar não tivesse mais jeito, não perdi a fé. Este é um momento de oportunidades. Tenho que acreditar, vou ser mais racional e objetivo nas conversas que tratam dos recursos emocionais e financeiros de minhas relações. Os deuses estão cuidando de mim!
            Não vou mais resistir as mudanças que estão acontecendo ao meu redor. Vou deixar que as coisas tomem seu rumo natural e não quero manipular as situações. Acho que o melhor a fazer é administrar os impulsos nessa longa fase de transição e me adaptar. Essa mudança já era necessária e até que demorou a chegar. Só me sinto um pouco melancólico diante dos problemas corriqueiros de toda mudança. Tomara que a recompensa FIRME-SE EM estabilidade e bem-estar! Estou começando hoje a viver como se fosse meu aniversário, relembrando tudo o que me esqueci ou escondi de mim mesmo nos últimos anos. Precisava mesmo que alguém me ajudasse rever o passado sem deixar inquietações mentais e sem me tirar do caminho.
            É agora em que devo usar todo o meu potencial. Sinto, que de alguma forma, fui reconhecido pelo meu valor. Sim, minhas ideias estão sendo usadas e meus projetos concretizados. É claro que ainda não posso abandonar meu lado estrategista. Já que outras pessoas podem ter chegado antes de mim. Todavia as pessoas que me apareceram ontem são as melhores para o meu caminho de sucesso. Um feliz natal e próspero ano novo para todos nós. Arre 2018!
Kllawdessy Ferreira
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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 04/11/2016

Reeditado em 16/12/2017

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sábado, 9 de dezembro de 2017

DESESPERO ("A pressa passa e o que você fez com pressa fica."— Tati Bernardi)



Crônica

DESESPERO ("A pressa passa e o que você fez com pressa fica."— Tati Bernardi)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, como posso ser reconhecido pelo meu potencial e brilho pessoal. Como posso estar em destaque se quando volto a atenção para mim mesmo, a minha aparência e meus feitos não me recomendam. Só me resta então ser bem egoísta e pensar mais em mim, assim a arrogância tomará conta de mim, agravando a minha dificuldade de me relacionar com as pessoas em geral. Todavia, pelo menos me respeitarão, sufocadas com meu peso. Não vou mais adiar, para momentos mais fluidos, as conversas difíceis e as negociações delicadas. O conflito nesse momento é de meu interesse e não faço questão de expressar amabilidade alguma. "Remédio para doido é um doido e meio". Não se assustem normalmente não costumo expor minhas vulnerabilidades, porém fico assim depois de uma tarde toda ministrando aulas no Ensino Fundamental.
            Uma coisa é a malandragem de aluno, outra coisa é a malandragem de professor. Então, vou lhes contar o motivo de meu desespero:  Eu achei que tinha entendido o ato de misericórdia da coordenadoria quando me orientou que se o aluno de tudo não fizer nada, devia colocar um 3 na média bimestral dele, pois ficará possível de, nos outros bimestres, ele atingir a média mínima para aprovação. Sim, mas de tanta chance, e se ele não abraçar nenhuma das oportunidades?! Aí, o professor deverá acrescentar a outra metade do oito que é um três investido. A aprovação daquele incompetente e desleixado vai perpetuar o ciclo vicioso da desordem em sala de aula.
            O mais preocupante é a desordem entre os professores no conselho de classe final, onde os colegas brigam para aprovar todos os de nota insuficiente, apresentando recomendações fingidas de que estão recuperados, na verdade, foram os conteúdos não aprendidos nas aulas normais repetidos e, dessa vez, em um trabalho enorme e difícil, só para constatar que eles não vão cumprir mesmo, passaram o ano brincando, não será agora que o farão. Eles se recusam qualificar-se e o professor fica de castigo, elaborando trabalhos que nunca serão bem feitos, minha última alegria é que também me serão fáceis de corrigi-los, brincando de fogueirinha.          
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016

Reeditado em 09/12/2017
Código do texto: T5812221 
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domingo, 3 de dezembro de 2017

CONFRATERNIZAÇÃO versus FUNERAL ("Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência." — José Ortega y Gasset)


Crônica

CONFRATERNIZAÇÃO versus FUNERAL ("Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência." — José Ortega y Gasset)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Por volta de Dezembro, precisamente no final do quarto bimestre, na escola, fazem-nos uma festa de despedida. Então, mas não gosto dessas confraternizações de professores. Como sempre, sou um tanto intransigente com as pessoas que fazem parte de meu relacionamento. Na verdade, eu não gosto mesmo é do que elas gostam: comer carne, beber cerveja, ouvir música de corno alta e das "vaquinhas", isto é, ter de levar carne para o churrasco, jamais! Conviver com as pessoas é uma arte que poucos sabem usar, e eu também não sei... Não é minha intensão exigir carinho e compreensão das pessoas, quero todas perto de mim do jeito que são. E peço apenas que me respeite do jeito que sou. Na verdade, sempre sou eu quem tende a se desestabilizar diante de pressões externas como essas, portanto faço o possível para melhor socialização sem demonstrar cara feia. Apesar de tudo, olhando outros aspectos, já participei de muitos momentos festivos na escola, estou treinado, pois me parece um momento ideal para estar ali com meus colegas de trabalho, fora da hora de aula, contando histórias do passado, mexendo com nossas lembranças, tocando o coração e a alma uns dos outros. Temos de fazer valer o desperdiço de tempo, o jogo de bilhar e todas as fotografias, enfim o almoço. Tem essa vantagem! Apesar de tudo, surge um momento em que as afinidades ficam evidentes no tereno das amizades, embora sirvam para formar as panelinhas.
            Correndo os riscos já apontados, ainda temos de considerar o que diz em Ecl. 7:2: "Mais vale ir a uma casa em luto do que ir a uma casa em festa, porquanto este é o fim de todo ser humano; e desde modo, os vivos terão uma grande oportunidade para refletir." Por isso me recuso a ficar um pouco mais extrovertido e cheio de emoções desequilibradas e é exatamente isso que me acontece nesses eventos de bebedeira e alganzarra, onde sou incentivado a caminhar e cantar, perdendo o rebolado! É que o meu anjo farrista me guia em busca do desregramento interior. E vai que eu encontre lá um Chefe e autoridades que talvez me surpreendam com atitudes provocativas. Alunos que pressionam e explodem: quem pode aguentar isso sem se rebelar? É melhor um funeral, contanto que não seja de mim mesmo!        
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 03/11/2016

Reeditado em 03/12/2017

Código do texto: T5812212 

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