"Magoar alguém é transferir para outrém a degradação que temos em nós." (Simone Weil)

"Nada encoraja tanto ao pecador como o perdão." (William Shakespeare)

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MINHAS PÉROLAS

sábado, 29 de março de 2014

EU, DEUS, A ONIPOTÊNCIA E RAZÃO (Se eu disser que Deus é nada para mim, você me reduz a nada.)



Texto

EU, DEUS, A ONIPOTÊNCIA E RAZÃO (Se eu disser que Deus é nada para mim, você me reduz a nada.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Eu posso ser nada, mas Deus não pode ser nada. A conhecida onipotência será que não atinge os mais baixos limites do micro até não existir mais nada? Se for assim, nisso ela falha ou sua crença falha! E essa tal onipresença? Deus pode ser ausente em algum lugar? Se Deus ausentar-se, o que acontecerá com a vida? E a tal onisciência, reforça uma impossibilidade da ausência de Deus e do sê-Lo nada, porém Ele é também o tudo e o nada. A igreja e as suas teorias limitaram a Deus ou Ele é isso mesmo que me "venderam" por dízimos?
           Se tenho fé, falta-me a razão; se tenho razão, falta-me fé. Parecem-me estarem juntas só no contorno do círculo, porém, ou ainda, se não uso a fé é porque uso demais a razão; se não tenho razão é porque uso demais a fé. O exercício de uma anula a outra. Eis uma situação que não se acha o ponto de equilíbrio. Ah, os desequilibrados mesmo são os que usam a fé ou a razão? Se é razão não é fé, por que se é fé é irracional. Epicuro já tinha percebido: "Se Deus é omnipotente, omnisciente e benevolente. Então o mal não poderia continuar existindo. Se for omnipotente e omnisciente, então tem conhecimento de todo o mal e poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Então Ele não é bom. Se for omnipotente e benevolente, então tem poder para extinguir o mal e quer fazê-lo, pois é bom. Mas não o faz, pois não sabe quanto mal existe, e onde o mal está. Então Ele não é omnisciente. Se for omnisciente e bom, então sabe de todo o mal que existe e quer mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser omnipotente, pois se o fosse erradicava o mal. E se Ele não for omnipotente, omnisciente e bom, então porquê chama-lo de Deus?"
 É como disse Raul Seixas: Deus é o nada e o tudo. Meu Deus é imensidão. ...Mas, o mal que ele mesmo criou(Is. 45:7) é mais uma prova real de que Ele existe e não tem limites. Se eu aceitar que Deus não existe só pelo fato das coisas não acontecerem como eu quero, então estou eu sendo o Deus. Ainda assim, Ele existe em minha pessoa: o "eu sou".
Kllawdessy Ferreira
Enviado por Kllawdessy Ferreira em 18/12/2013
Reeditado em 29/03/2016
Código do texto: T4617027
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, criar obras derivadas, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Claudeci Ferreira de Andrade,http://claudeko-claudeko.blogspot.com).




sábado, 22 de março de 2014

ANTROPOFAGIA, MAS NÃO ANDRADIANA (Eu me vestido de preto, luto pela educação!)




Crônica

ANTROPOFAGIA, MAS NÃO ANDRADIANA (Eu me vestido de preto, luto pela educação!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Na educação é como no futebol, tem-se por técnico os que não jogam mais nada. Porém, não precisamos de muita habilidade e perspicácia para entender uma relação como esta: "Professora diz ter sido mordida por aluna durante a aula em Ribeirão Preto". {http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/03/professora-diz-ter-sido-mordida-por-aluna-durante-aula-em-ribeirao-preto.html} (acessado em 22/03/2014). Mas, quem se importaria com um professor "mordido de cobra", que se mutile ou que morra! Se quando um morre nasce outro em seu lugar funcional.
           Meramente canibalismo ou é o quê? Na modernidade, os alunos estão comendo os professores vivos!!! Não com o disfarce ritualístico para obter a cultura do professor e não porque têm fome, mas meramente porque não querem vê-los prosperar (Não era assim Adolf Hitler contra os Judeus?).  E o governo rindo: kiakiakia kkkkkk rsrsrsrs hahahahah. É, e na internet encontramos muitas notícias de agressões a professores com cadeiradas e outros rebolos! Sim, infelizmente é necessário esse dossiê sangrento;  vai que precisamos provar alguma coisa num futuro próximo, né? Que ressaltemos então não só o nosso sofrimento mudo, mas também o nosso grito de dor e desespero, talvez alguém mais criativo que eu possa sugerir uma melhor saída de socorro. E também, quem sabe, aconteça como diz os grandes conselheiros: rir da própria desgraça nossa de cada dia possa aliviar um pouco o sofrimento! Porém, considero uma gravíssima agressão o fato de que os alunos que não querem estudar atrapalharem, com a proteção das normas frouxas e ultrapassadas da escola, os que ainda querem progredir através de seus estudos.
           Nesse dia, tive que parabenizar uma colega experiente, pela refinada leitura de mundo e adequada expressão. Assim pintou com as seguintes palavras o retrato da atual conjuntura educacional: "Uns mordem, outros latem, miam e até relincham quando querem tumultuar. Mostram a educação que trouxeram de casa. Sua herança familiar, a falta de princípios. Muitos pais, quando chamados, dão pleno apoio às incoerências e dizem que o filho em casa é uma beleza. Portanto, choram e lamentam quando estes vão parar na cadeia em acertos sociais. Temo pelo futuro do país. Estudar, poucos querem. Recebem onze livros, e a maioria nunca os levam para a escola. O futuro destes é dar prejuízo para a sociedade, e ainda se nomearem de 'excluídos sociais', 'vítimas da sociedade injusta.'" Agora tenho que engolir em seco, e ainda parafraseando o ex-jogador Ronaldo, dizendo que não se faz Copa do Mundo com escolas e sim com estádios.{http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Ronaldo-Copa-estadios-hospital_0_601139964.html} (acessado em 22/03/2014).
           Será que se faz educação só com estádios e sambódromos? Talvez! Todavia, sem escolas bem dirigidas é impossível. 
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 17/12/2013
Reeditado em 22/03/2014
Código do texto: T4615017
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sábado, 15 de março de 2014

CIÚMES ("O adultério é a aplicação dos princípios democráticos ao amor." — Henry Mencker)


CIÚMES ("O adultério é a aplicação dos princípios democráticos ao amor." — Henry Mencker)
Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Pensando na frase de Marcel Proust: "O ciumento suporta melhor a doença da mulher amada do que a liberdade dela." Cheguei a seguinte conclusão; no fundo da mente ciumenta há o desejo de que ela não sare, e nem morra, e nem sirva para ele, pois terá a certeza de que não servirá para os outros. O ciumento é um animal doente, devia morrer logo antes de contaminar os outros. Porém qual conquistador ainda não recebeu ameaças de um marido ciumento?! O bom disso é que o suposto dono de mulher a qual presenteia com flores, também facilmente as levará ao túmulo, atitude reveladora claramente sua fraqueza e insegurança, suspeitando de sua própria competência em possuí-la e que realmente não confia nem nele e nem nela.
           Mas, as mulheres querem ser cuidadas, todavia não por um doente possessivo. O problema é não saber o quanto mede um pouco de ciúme, ou seja, um carinho especial, para denotar zelo. Na verdade, o ciúme nunca é saudável. "O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, ..." ( I Co 13:4 BV). Certamente, todas as inclinações da carne são alimentadas pelos frutos verdes e travosos  do mau espírito, então resumo tudo em uma única frase: Desequilibrado é o indivíduo que pensa que pode mais do que realmente pode. "Como ciumento sofro quatro vezes: por ser excluído, por ser agressivo, por ser doido e por ser vulgar." (Roland Barthes). E não tendo como evitar, sofro como trouxa, zelando da mulher para os outros se divertirem. ....
           Felizmente a Bíblia pergunta, e já insinuando uma resposta evidente e satisfatória, diz: "Ou que acham vocês que as Escrituras querem dizer quando afirmam que o Espírito Santo, que Deus pôs em nós, vigia sobre nós com terno ciúme?" (Tg 4:5 BV).  Agora veja do que são capazes  os ciumentos possessivos. Traduziram assim a mesma passagem bíblica, Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH): "Não pensem que não quer dizer nada esta passagem das Escrituras Sagradas: 'O espírito que Deus pôs em nós está cheio de desejos violentos.'” Só sei que meu Jesus da Maria Madalena e da Mulher surpreendida em adultério de Jo 8:3 não aceita que Deus mate ou permita que alguém mate pela posse do outro. "O adultério é a aplicação dos princípios democráticos ao amor." (Henry Mencker). E repito: "...Vá embora e não peque mais. [...] Portanto, se o Filho os libertar, vocês serão livres de verdade" ( Jo 8:11;36 BV).


texto 4603495


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sábado, 8 de março de 2014

ADULTÉRIO, O PECADO DOS POBRES (Para ser feliz, não se medem os meios!)

 
         
ADULTÉRIO, O PECADO DOS POBRES (Para ser feliz, não se medem os meios!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

                     Sinto-me vingado de todos os males que me fazem quando "transo" com uma mulher, seja ela de quem for. Uma mulher é sempre de alguém que não me quer bem... Mesmo que ela não queira mais o marido, adota um dono para dever-lhe a beleza do adultério, esse é o pecado dos pobres felizes, elo entre a prostituição profissional e a riqueza virtuosa. Um pobre otimista em busca de prazer sempre se torna um rico pobre de maldade, desforrador de seu próprio corpo que lhe custa caro mantê-lo saudável. Então, vivo assim por não ter outra alternativa, já que tenho tanto medo da morte! Agora, sempre vai ser assim, vou viver intensamente cada instante do morrer que me resta até o fim. Aliás, vivo por medo da morte e de tão perto dela, nunca saí. Ou melhor, a morte vive em mim. Os que matam fazem-no, também, por medo da morte e por não saber remediar-se. Esse prazer do orgasmo vendido e comprado é uma cadeia cíclica, ora estou por baixo, ora por cima. O que me adianta dizer: vou mudar? Penso como pensava Machado de Assis: "...A ocasião apenas revela o ladrão..."! Não teremos quem venda se não tivermos quem compre! Ninguém pode mudar o seu próprio caráter, o homem já está pronto para ser feliz desde os sete anos de idade, quando se consolidou homem, ou mulher, ou produto intermediário! É assim que fala Jean Piaget, na gênese dos princípios. Agora, só não faço isso ou aquilo, se não me for conveniente. E quando não é conveniente ser feliz? 
           Falo exatamente da pobreza dos rico, os que a possuem julgam, discriminam e maltratam! Esta estranha falta de virtude e riqueza do ser pobre, advinda por troco do dinheiro que pago ou recebo pelo o lazer que me custa muito caro. Quem me dera poder dizer a quem me julgar, as palavras de William Shakespeare: "Quem me rouba a honra priva-me daquilo que não o enriquece e faz-me verdadeiramente pobre". Então receba a minha maldição abençoada!  
"Pornografe suas ideias e prostitua seu conhecimento, e isso basta..." (Smith)
Smith         
           
Kllawdessy Ferreira
Enviado por Kllawdessy Ferreira em 02/12/2013
Reeditado em 21/11/2015
Código do texto: T4596252
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sábado, 1 de março de 2014

RETRATO DO CONSELHO DE CLASSE (O ócio laboral)



Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Por que é tão difícil ser professor se é tão fácil conduzir alguém por caminhos que conhecemos muito bem? "As deficiências do sistema acaba punindo o professor", já dizia o Dr.João Batista Oliveira Araújo. Então acrescento: "Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" Acho que a falta de qualidade na aprendizagem é culpa do aluno que aprendeu a não valorizar as convenções. Mas, a má qualidade do ensino está nos muitos labirintos e teias de aranhas venenosas para enredar os mais fracos politicamente. Nesse instante, faço minha a pergunta: “Eu não sei por que o homem faz o outro sofrer...” do grupo Planta e raiz, na canção – Difícil de Perdoar.
          Todo final de bimestre, e piora no final do ano letivo, temos o famoso conselho de classe, na verdade é um verdadeiro "ócio laboral".  Os professores ficam horas e horas passando nome por nome, focados na nota do aluno – a coordenadora “canta a pedra” e os mestres respondem: “Eva”, ou “Remo", ou “ficou comigo”, ou “ok”, ou ainda “!@#$%¨&*”. Quando o professor fala repetidas vezes "ficou comigo" vira objeto de discriminação: O carrasco! E se fala muito "ok" também é discriminado: O bonzinho! Uns poucos se omitem em falar coisa alguma para não manchar a "reputação". Além do mais, tudo que o professor fala em um conselho de classe escolar é usado contra ele mesmo. Na realidade, não passa disso.  Assim, quero observar que os nobres objetivos das tais reuniões não serão alcançados se não servir para analisar as condições de ensino; analisar as condições institucionais que interferem na aprendizagem; analisar o percurso de cada aluno com base nas metas da escola; avaliar o ensino e tornar o professor protagonista eficiente no processo educativo; acompanhar a aprendizagem. É lógico que precisamos de instrumentos como: formulários, questionários e ensinamentos técnicos. Quem os preparará, na secretaria?  
            Do jeito que acontece, se um professor faltar ao tal conselho, porém mandar as notas de seus alunos, não fará diferença alguma, parece-me que tudo que se faz ali de útil poderia ser feito na secretaria da escola sem companhia e sem aquele tamanho desperdiço de tempo, contanto que os professores forneçam as notas abaixo da média. E aos professores, a secretaria retribuísse o favor, fornecendo as atualizações. Porque para obter notas dos recém-matriculados quem quiser que corra atrás da coordenadora para fechar a média anual. Entretanto se em cada bimestre, os nomes dos alunos tiverem trocados de lugar no sistema da escola, passeando pelo o elenco, o diário do professor é sua tortura. Enfim, se os professores fossem fiéis com as notas dos alunos não teria razão o funcionamento do tal conselho de classe.

T4592307


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