"O sábio procura a ausência de dor e não o prazer." (Aristóteles)

"O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos." (Voltaire)

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MINHAS PÉROLAS

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL ("Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz". Clarice Lispector)


     

Crônica

AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL ("Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz". Clarice Lispector)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

            Hoje, uma sexta de autoavaliação institucional; nas mãos, tenho uma convocação para ir trabalhar no sábado (entrega de boletins e TCE), eu já estava me preparado para me esforçar ao máximo no sábado, comecei pedindo a Deus meu perdão antecipado. Porém, Deus preferiu me abençoar, também antecipadamente! Mostrou-me não só o Seu perdão, vou descansar como diz o mandamento. Uma vez que as responsabilidades foram transferidas para "Segunda", espero algo bem preparado. Então... Nem sempre estou no controle das situações. Que venham as consequências a quem é de direito! Comecei pedindo ajuda para abrir o site da avaliação funcional e refletindo nos itens, atribuí valor de 00 a 10 ao meu professorado. Mais dez do que zero, eles me ensinaram! Temi uma média injusta. Além do mais, são tópicos culturais e remexeram a minha rotina; alimentaram os meus ânimos, repensando o meu trabalho. Todavia, também foi possível me deixar envolver pela preguiça, o "ócio criativo", depois que tomei a atitude de não pensar demais, só sentir. Tinham questões demais! E Uma questão respondia a outra. Dê-me a nota que você deseja ter. E o resto  foi assim...!
             Veio domingo triste, amarrado de corda, minha alma procurou uma saída, cura e subsídio. Ou melhor, ainda estou numa crise existencial, doença do espírito e preciso dos medicamentos corretos. Estes medicamentos podem ser um conselho, um amigo, uma mão estendida, enfim, podem ir além de coisas materiais e palpáveis. Mas, o Mario Quintana já falou por mim: "Não tenho vergonha de dizer que estou triste, Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas: Estou triste por que vocês são burros e feios E não morrem nunca..." Não queria ofendê-los, é que meu senso de individualidade está bastante elevado! No entanto, não vou sobretudo me descuidar dos interesses coletivos e quero me mostrar colaborativo.       
           E o triste mesmo é a certeza que já se passaram três dias, e você ainda não veio me ajudar desatar nenhum nó, foi aí que descobri que estou só e excluído, e por cima, senti-me pressionado por resultados e lucros. Talvez, devo reformular métodos de trabalho ou reconsiderar prazos até que fiquem dentro do padrão de qualidade. O momento é promissor para rever rotina e hábitos, ajudando-me a romper com padrões que estejam deixando meus dias cansativos e pouco produtivos. Fazendo o balanço dos acontecimentos, vi-me na pele de Bob Marley e nas circunstâncias de Elias. A Bíblia nos diz: “Ele ficou com medo.” Será que Elias visualizou a morte terrível que Jezabel planejava para ele? Se ele ficou pensando nisso, não é de admirar que tenha sentido medo. Seja como for, Elias ‘foi embora pela sua alma’ — ele fugiu para salvar a vida. — 1 Reis 18:4; 19:3.
"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer" (Bob Marley). Eu desisti de contar com sua amizade. 

Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 22/08/2016
Reeditado em 22/08/2016
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domingo, 21 de agosto de 2016

OLIMPÍADA DE PROFESSOR: Escrevendo o futuro da Língua Portuguesa!



Crônica

OLIMPÍADA DE PROFESSOR: Escrevendo o futuro da Língua Portuguesa!

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Este ano, não tive o trabalho extra de corrigir aquele "mundaréu" de redações de aluno. Até por que, não participei da "Olimpíada de Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro"! De inscrição obrigatória para todas as escolas municipais de Senador Canedo, a Secretaria de Educação Municipal assumiu as orientações. Cá, em minha escola, eu fui despojado de minhas aulas de redação que tanto amo e, neste ano, lecionei só gramática (como se fosse possível a dicotomia dessas áreas da Língua). Ensinar redação, faço parecer um trabalho fácil, pois gosto e sei fazê-lo bem. Quando peço para meu aluno escrever, eu dou-lhe o exemplo. Mas, nossos gestores não se preocupam com qualidade, apenas querem resolver seus problemas. Foi aí que cometi um grave erro contra mim: deixei-me levar pelas preferências dos outros. Cobiçaram minha tranquilidade e venceram-me, eu estava preso na zona de conforto!
           Agora, analisando o contexto geral, na fase final da Olimpíada de Língua Portuguesa, 2016, descobri os muitos critérios e afazeres que compõe o novo desenho do concurso, então só me pus a assistir aos colegas tentando resolver seus milhões de dúvidas. Como se a eles não bastasse, ainda ler os infindáveis tutoriais da empresa, somando-lhes a fina responsabilidade de classificar as redações de aluno que mal sabe assinar o nome dele, para pouco resultado, diga se de passagem; visto que, também, as chances de premiação serão mínimas pela a abrangência de contingente.
           Por isso, quero ressaltar que, especialmente para mim, foi premiador, digo melhor, professores de redação, apenas professor procurando facilidade, não permanecerão para a próxima edição da "Olimpíada de Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro", na "moleza" de ensinar produção textual. Pois, foram desclassificados, largarão as aulas de redação por desânimo. Já que perguntando não ofendo, como será se a Secretaria de Educação Municipal estender a responsabilidade aos professores de forma geral, alegando a necessidade da interdisciplinaridade e a importância suprema do ler e escrever bem? E se o concurso render muito, e os organizadores e patrocinadores firmarem o evento para todos os anos?
             Contudo, estou pronto para aplaudir em pé os finalistas no nosso município. Sem nenhum rancor por eu ter sido desclassificado antecipadamente. "Ao vencedor, as batatas".
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 19/08/2016
Reeditado em 20/08/2016
Código do texto: T5733490
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É DOMINGO, PROCURO UM PAI


Crônica

É DOMINGO, PROCURO UM PAI

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, neste domingão vazio, estou um tanto reservado e reflexivo, mas sinto um despertar de meu lado afetuoso e que me conduz a abrir meu coração para uma pessoa de confiança. Preciso desabafar para alguém! Ando muito na defensiva com relação a meus sentimentos. Será se eu for sincero atrairei sua compreensão? O meu desejo é apenas estar junto, que possamos aproveitá-lo para nosso enriquecimento mútuo. Conversar, aprender juntos, consolidar o que nos une. Mas, estou só...perdido no caminho e tentando voltar! Que filho ou filha alguma atenderia essa necessidade? Nunca fui pai para não deixar de ser filho na totalidade, as decepções de filho são menos doloridas, pois mesmo assim, preciso de um pai mais perto! Ou o colo de uma "mãe de leite"!
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 14/08/2016
Reeditado em 14/08/2016
Código do texto: T5728230
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OS TOLOS OFENDIDOS (“Para os puros, todas as coisas são puras...” Tt 1:15.)



Crônica

OS TOLOS OFENDIDOS (“Para os puros, todas as coisas são puras...” Tt 1:15.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Hoje, ainda estou lutando para me recuperar do trauma ou de problema que pode estar associado a minha própria falta de cuidado com meu nome e caráter. "Quem me rouba a honra priva-me daquilo que não o enriquece e faz-me verdadeiramente pobre." (William Shakespeare). Pois, estou sentindo uma perda atribuída a ações de pessoas levianas. Não posso perder o contato com minha verdadeira identidade. Estou trabalhando, mantendo o foco para encontrar o caminho. Disse-me meu o anjo da guarda que só tenho de deixar a energia fluir no meu ritmo, abrindo passagem. E vamos nós...
            A intenção daquela aluna não tem o mínimo do bom propósito de melhorar sua família e fortalecer seu casamento, pois levou o seu marido ao diretor, e ali expôs sua maneira irrefletida de agir, subestimando a capacidade de leitura e compreensão de meu diretor. Não pensou também que eu poderia divulgar minha versão. Ainda é destituída da intenção de melhorar o colégio, visto que denigre a imagem de um professor de muitos anos de serviço prestado à essa unidade escolar, com boa índole e comprovada utilidade. Também não pensou em melhorar meu profissionalismo, pois nem atinou que eu poderia perder o emprego do qual sustento minha família, a julgar pelo fato de o coordenador pedagógico adorar fazer relatórios negativos sobre professor! E finalmente, agiu tão tolamente que jamais pensou na possibilidade de eu continuar sendo seu professor, com péssimas circunstâncias de ensino e aprendizagem. Se ela considerava tão criminosa minha atitude, porque não foi à polícia, onde há investigadores competentes, ao invés de fazer “justiça” com as “próprias mãos”? E em que escola eles aprenderam isso?
           Bem sei que um erro não conserta o outro, e admito sim que errei, considerando-a apta a contribuir com um ponto de vista feminino sobre algo que me preocupava, naquele momento lhe contei um fato de minha vida: como tinha conquistado uma namorada, que tão rapidamente a perdi, uma boa vendedora de perfume. Eu só queria um argumento para me justificar. E em outro dia, num momento vago da aula, comecei a ler as mãos de alguns, infelizmente ela se aproximou e me deu a mão para eu falar seu futuro, não falei nada, era apenas uma brincadeira à vista de todos. Gosto de agir assim com meus alunos para facilitar a relação professor/aluno, gerando confiança e lucro na aprendizagem (funciona com a maioria). Então, ela não entendeu, maldosamente foi juntando e premeditando os fatos com esse fim. Como sou um péssimo profeta, não sabia que iria ler o seu futuro tão pressionado assim. Não aprendi nada com suas ameaças e denúncias. Só me fizeram, mais uma vez, consciente das possibilidades de fracasso no sistema educacional. Vou morrer sem saber em que parte eu a ofendi! “Para os puros, todas as coisas são puras...” Tt 1:15.
           Nunca pensei que houvesse necessidade de divulgar esse texto, um retrato de minha tolice,  considerando que aprendi com a Bíblia que “Quando o tolo é ofendido, logo todos ficam sabendo, mas quem é prudente faz de conta que não foi insultado. ” (Prov. 12:16). Mas, o fiz por que, agora acho, que ele vai ser útil para alguém. Essas formas de vingança são frequentes não só na escola, mas também no trabalho. "Louco não é o homem que perdeu a razão. Louco é o homem que perdeu tudo menos a razão." (G. K. Chesterton).
Kllawdessy Ferreira


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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 21/08/2016
Reeditado em 21/08/2016
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sábado, 13 de agosto de 2016

"QUEM SÃO ELES?" ("Quem eles pensam que são?")



Crônica

"QUEM SÃO ELES?" ("Quem eles pensam que são?")

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Era a primeira reunião pedagógica do mês de agosto, deste ano. O que deveria ser o primeiro dia de aulas do segundo semestre, foi o tal momento pedagógico. Não foi diferente ali, do que comumente acontece; ouvi e tive que aceita determinações e outras coisas de tirar lágrimas dos olhos de crocodilo. Aprovaram inclusive o que em outras reuniões já tinham condenado, é o vai e vem da inutilidade, como pedaços de fezes boiando n'água. Meu voto está sempre na minoria. Não vale nada!
           Não compreendo alguns colegas de trabalho, professores maduros até. Nas reuniões pedagógicas, não são muito propícios a ideias inovadoras; graças a Deus, ainda há aqueles poucos que se propõe a uma ousadia. Na verdade, eu não sei o que quis dizer a colega quando reclamou de professor na unidade que  afrouxa demais as normas com os alunos para ganhar a simpatia deles: tornar-se o "bonzinho". E ela chegou ao absurdo de exigir que os colegas não sejam bonzinhos, pois desconfiava que mesma poderia se passar de má, visto ser a única "rígida" da escola, a seu modo: "Ideal"?
            Eu sempre acreditei que a diversidade faz a cultura. Por isso, senti-me muito agredido com esse desejo de uniformização no trato com o aluno e procedimentos didatísticos em sala, proposto pela professora. Esse tipo que mendiga a admiração dos alunos é capaz de afirmar que só ele procede corretamente. Será se ela está sugerindo que todos da unidade escolar trabalhem do seu jeito para não ter distinção? Ou melhor, será se ela quer anular o direito de escolha do aluno de gostar desse ou daquele professor? Mas, eu continuo pensando que se todos pensassem igual, ninguém pensaria grande. Assim como disse Carlos Drummond de Andrade: "Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar." Estaria ela pensando no crescimento da escola em que trabalha ou só está pensando em si mesma?
           O maior medo do professor inseguro é que os seus alunos venham a gostar mais dos outros do que dele. Para seu conforto digo, ninguém consegue agradar a todo mundo. O professor de quem os alunos gostam mais é o de educação física. Será se todos os demais enciumados deverão dar "bola" aos alunos para se equipararem? O Horácio já disse: "O invejoso emagrece com a gordura dos outros".
           Se tratam assim os colegas, como tratam os seus alunos? Assim nos conselhos pedagógicos que deviam se apurar as melhores ideias para as mudanças da educação, cultivam se ainda esses atrofios. A educação não cresce porque deixará muitos para trás, e esses lutam com o apoio da liderança a fim de continuar na zona de conforto. Um conselho de classe ou uma reunião pedagógica é boa quando tratam de coisas que preservam a zona de conforto para a maioria. Uma andorinha só não faz verão, por isso tudo continua igual!
"Andorinha lá fora está dizendo:
— Passei o dia à toa, à toa.
Andorinha, andorinha, minha canção é mais triste:
— Passei a vida à toa, à toa."
(Manuel Bandeira)
               
Kllawdessy Ferreira

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Enviado por Kllawdessy Ferreira em 09/08/2016
Reeditado em 13/08/2016
Código do texto: T5723318
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